Vicente - Capitulo 6 - Você?!

quarta-feira, outubro 19, 2011 / Postado por And_Rodrigues /

Olá Bom Dia


Um tempo já sem postar constantemente, nada melhor do que fazer com "Vicente" que não aparecia há algum tempo. Mas espero que a personagem não tenha perdido seu carisma.

Minha revisora e siamesa, Kelli, estava de férias quando ele foi escrito, então a revisão ficou por conta da Angelina, e como sempre esta muito bem feito. só tenho que agradecer as duas, pelo carinho e paciência.

Espero que apreciem esse retorno de Vicente, e boa leitura...






Vicente - Capitulo 6 - Você?!




Depois da conversa com seu pai Vicente voltou para o seu apartamento, e percebeu que o local vinha sendo limpo com regularidade, pois não apresenta nenhuma desordem e apesar de certo cheiro de “fechado” ele percebia que ele estava sendo limpo. Ele percorreu os cômodos analisando cada um, tendo flashes da vida que levará ali com Julia. Tudo ainda parecia surreal, como aquela mulher que tinha feito parte da vida dele por tanto tempo, tendo estado com ele todos os dias não estaria mais ali. A mente de Vicente flutuava pelas recordações do cotidiano. A cada passo que dava podia refazer a cena na sua cabeça, e tudo que lhe vinha à mente nesse turbilhão era “Eu não posso viver mais nesse lugar”.

Vicente ouviu as chaves girarem na porta da frente, ele estava no corredor caminhando em direção ao seu quarto, o barulho fez com que ele dessa meia volta e retornou para sala, onde encontrou longos cabelos castanhos de costas para ele sentado no sofá. Ele olhou como não acreditando, a pessoa segurava delicadamente uma taça com vinho tinto, uma correntinha delicada pendia no pulso que segurava a taça, sem se virar uma voz forte, delicada e familiar disse:

-Espero que não se incomode, mas me servi!

Não podia ser real, a pessoa ainda não tinha se virado para ele, e ele balbuciou:

-Como?

Os longos cabelos castanhos voaram para o lado, um rosto delicado e decidido encarou Vicente de forma angelical, a sobrancelha escura e bem feita, o olhos azuis escuros, contrastando com sua pele branca, os lábios com um leve batom vermelho. O coração de Vicente quase parou.

-Você é um cavalheiro amor! Nunca deixaria eu me servir, por isso disse que esperava que tu não se incomodasses.

Vicente estava boquiaberto.

A moça saiu do sofá olhando com carinho para o espanto de Vicente, aquilo não era real, não poderia ser real, ele reconheceu a correntinha presa no pulso, os cabelos castanhos, tudo era familiar, a voz enchia o coração dele como um sopro de vida será que era possível.

-Vi! Disse a voz tentando o chamar para a realidade... – Amor.

Ele ainda olhava perdido para o sofá e perdeu a rota que ela fez indo em direção ao bar no canto da sala. Agora aquele corpo esquio de um pouco mais de 1,65m vinha em sua direção com uma segunda taça na mão, ela a entregou para Vicente dizendo:

-Tome um pouco Vi, é o seu preferido. Fez uma pequena pausa tomou um gole, olhando para ele, deixou o líquido na boca um instante e o engoliu, Vicente acompanhou o movimento da garganta dela trabalhando com a ação executada. Ela abriu levemente os lábios, e passou a língua delicadamente no lábio inferior deixando-o um pouco mais vermelho por conta do vinho.

Vicente cerrou as sobrancelhas buscando uma explicação para aquilo, tudo aquilo fez o seu coração acelerar, era tudo que ele queria a sua frente, a um esticar de braços. “-Senhor!” ele pensou”-Será possível?”.

Ela vestia um terninho azul escuro, girou em cima dos calcanhares descalços, e com a taça na mão começou a ir na direção do corredor que levava ao quarto, ia passando pelo balcão da cozinha, deixou em cima dele a taça, deixou o palito escorregar pelos seus ombros e cair no chão, deixando a mostra uma peça de seda champanhe de alça, que deixava seus ombros saltados e tentadores. Vicente tomou um gole do vinho com os olhos ainda meio que apertados, ela parou no corredor, olhou para ele e deixou escapar propositalmente um “-Ops” e riu, ele retribuiu o sorriso. Ele tomou mais um gole, e nesse momento a campainha do apartamento soou.

Vicente abaixou as sobrancelhas, olhou da parta para o corredor. A moça balançou a cabeça negativamente quando fez como se fosse à direção a porta, ele colocou o rosto de lado entortando o pescoço, ela levantou as sobrancelhas tornando seus olhos brilhantes, e ele disse: “-Só um minuto!”, a moça entrou na cozinha, ele seguiu para a porta da frente, quando a abriu Rosana irrompeu sala adentro, entrou dizendo:

-Só um minuto? Disse encarando Vicente – Pensei que ia ficar lá fora até amanhã.

Ele mal deu atenção para ela, seu olhar ia constantemente à cozinha, mas dali ele não podia ver nada. Ele se voltou para Rosana e disse:

- Espere aqui.

Rosana começou falar, mas ele não deu atenção, foi até a cozinha, e não encontrou ninguém, voltou foi pelo corredor até seu quarto e também nada achou, voltou, mas uma vez à cozinha atravessou ela inteira, sai na área de serviço, e também não encontrou ninguém, quando voltou pela cozinha percebeu que uma segunda porta, que quase nunca era usada e que dava para um corredor do prédio, uma espécie de entrada de empregados estava entreaberta. Ele olhou por toda a extensão do corredor e não viu ninguém. Retornou até o corredor onde ela tinha deixado cair o palito, ele também não estava lá, a taça de vinho também não estava no balcão, mas quando ele voltou para sala, encontrou um olhar questionador no rosto de Rosana que o mirava e com duas taças de vinho na mão perguntou:

-Quem estava aqui com você Vi!

Ele olhou para as taças na mão de Rosana incrédulas, o que havia acontecido ali, e o porquê Julia sairia pela porta dos fundos?



^PAR^




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1 comentários:

Comment by AngelP on 19 de outubro de 2011 09:21

Olá Vicente, fez muita falta ! Como sempre está perfeito tudo o que escreve.

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