Henrique - História sem nome - Cap.1

sábado, maio 07, 2011 / Postado por And_Rodrigues /

Bom dia. Depois de um tempinho sumido volta a cena Henrique, personagem que tem, ou não, um relacionamento com Laura, que mesmo sendo especial para ele, parece não conseguir mudá-lo. Nessas indas e vindas da Vida, Henrique terá que decidir o que quer para si, e como fará para se livrar de tanta confusão.

Agradeço a todos que acompanha, visitam e seguem o blog. Vocês só enriquecem o meu trabalho.

Agradecer como sempre a revisora Kelli, e a Luiza que acho que nunca agradeci aqui, as duas se esforçam bastante para deixar o blog com essa cara amável.


E não poderia deixar de agradecer a minha inspiração. P Amodoro Amor.







Henrique - História sem nome - Cap.1





Depois de umas algumas horas, Henrique olhava para o teto do seu quarto, tentava dormir e não conseguia. Olhou para o lado viu os cabelos jogados em cima de parte do seu braço, percebeu que aquele tom escuro estava muito longe do ruivo de Laura. Isso já era o suficiente para ele não ficar mais ali. Levantou-se jogou um lençol sobre o corpo de Amanda, que dormia tranquilamente, pegou suas calças, seu sapato e se vestiu. A camisa na cabaceira da cama foi posta no ombro. Saiu do quarto com o cinto e a braguilha da calça aberta.

Tinha dado alguns passos, quando parou coçou a cabeça e lembrou que tinha esquecido algo, voltou até o quarto, Amanda ainda dormia, ele passou lentamente pela cama, pegou seus óculos em cima da mesinha do computador e saiu, estava escuro, mas ele não se importava em andar de óculos escuros, ainda mais quando tinha dormido tão mal, ou nem dormido. Saiu do campus e foi até o primeiro bar que encontrou. Sentou junto ao balcão e chamou pelo barman -Ei Zé do Galo.

O Homem chamado veio até ele e disse: -O que você quer Henrique?

-Hã...O que tem para beber?

O barman foi até a geladeira pegou uma long neck abriu e entregou para Henrique, e disse de maneira invocada:

-Meu nome é Roberto, e não Zé do Galo.

Henrique o encarou por cima dos óculos escuros. Roberto o encarou por poucos segundos e foi atender outro cliente do outro lado do balcão, quando já estava longe Henrique disse pra si mesmo: -Se ele não gosta. Por que ele atende?

A cada gole na cerveja ele encarava a garrafa. “Tudo esta uma porcaria” ele pensava, e olhava de um lado e a outro, como se caçando algo que nem ele mesmo soubesse o que era, ou soubesse e não queria admitir. Agora já estava com a cabeça meio caída e olhava para o balcão quando ouviu de uma voz suave:

-Tudo esta uma porcaria

Na mesma hora Henrique levantou a cabeça abaixou os óculos e viu uma morena linda, cabelos escuros compridos até a metade das costas, pele bronzeada. Trajava um vestido que ia até seus joelhos, e com uma estampa que lembrava um pouco um tigre, num tom escuro, o vestido agarrado ao seu corpo deixava em evidência os quadris largos. Parou também junto ao balcão seu lado pedindo um drink ao barman:

-Por favor um sexy on the beach.

-Com certeza, só um minuto - Roberto respondeu.

Ainda em choque pela frase Henrique disse: -Traz mais uma dessas - disse balançando a garrafa e continuo: - Zé do...Roberto. - Esbugalhou os olhos para o barman que o encarava nervoso.

Assim que Roberto se virou para atender os pedidos, visivelmente incomodado com o apelido, Henrique se virou para a morena, tirou os óculos e disse:

-Boa escolha

A morena o olhou de cima a baixo, e nem ao menos o respondeu

Henrique fez uma expressão de que as coisas não iam bem para ele, e se sentiu aliviado quando Roberto voltou com mais uma garrafa, mesmo sendo encarado torto, era melhor que o gelo que acabará de tomar.

Voltou a colocar seus óculos escuros e antes de assentá-lo no rosto ouviu da voz suave:

-Se a escolha é tão boa. Por que toma cerveja? - Falou com uma expressão mais simpática deixando transparecer um leve sorriso, dando um breve gole no seu drink, e olhando para ele.

Henrique logo tirou os óculos de vez, abriu um sorriso, olhou rapidamente para Roberto com cara de quem diz “É sempre a mesma coisa”, e respondeu:

-Tradição - e continuou sorrindo pra ela.

Como acontecia ele não sabia explicar, ele só sabia que acontecia. Dez minutos depois e pouca conversa, a morena estava no reservado do banheiro masculino com as alças do seu vestido fora dos ombros, as costas que Henrique via estavam nuas, ela com as duas mãos se apoiando na parede do reservado, empinada com o vestido reunido em sua cintura, sendo penetrada por aquele desconhecido.

Para Henrique o momento era quase mágico, o quase que preocupava ele, sempre era mágico esses momentos, o por que de agora ser só quase? A resposta veio da forma mais sutil e verdadeira de um modo que ele não podia ignorar. A morena jogou seus longos cabelos para o lado.

Por isso o quase. Aqueles cabelos não eram ruivos, rapidamente tentou voltar ao local onde estava, bar Hoais, banheiro masculino, reservado do canto junto a parede, morena com vestido na cintura, que acabará de jogar o cabelo para o lado para poder olhar para aquele que empregava tamanha vontade contra ela, e também para pedir:

-Mais Forte!

A resposta veio, na forma de um sorriso, e mais força






^PAR^


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2 comentários:

Comment by Paloma on 8 de maio de 2011 07:49

Como sempre o texto bem escrito, e bem revisado, me deixando sempre com vontade de quero mais. Continue sempre Amor, sou tão orgulhosa de ti.

Amodoro

P

Comment by Diemy* on 18 de agosto de 2011 08:51

A história é bem construída e o texto bem escrito. ;)

Só ainda estou à espera que Henrique mude. Ai ai..

Continuação :)

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